QUENTIN JACOBSEN é um garoto
excepcionalmente certo, controlado e não-encrenqueiro. Afinal, sua maturidade e
senso de responsabilidade são a prova de que seus pais, psicólogos, fizeram um
bom trabalho criando-o.
Ao que tudo indica, Quentin é a
pessoa que não faz coisas erradas, que tem responsabilidades e não se envolve
em confusões ou aventuras. Mas, é claro, existe Margo Roth Spiegelman. Ninguém
consegue permanecer responsável quando se é vizinho de Margo Roth Spiegelman.
Tudo começa quando Margo surge
no meio da noite na janela de Quentin, vestida de ninja, pedindo ajuda para
realizar onze coisas listadas em seu caderno em uma única noite. Quentin, é
claro, teria dito não, teria alertado que era loucura. Mas não era só uma
garota vestida de ninja na janela dele. Era Margo
Roth Spiegelman vestida de ninja na janela dele. Então, é claro, Quentin
pegou o carro dos pais e saiu pelas ruas adormecidas de Orlando, servindo de
motorista de fuga da garota mais doida e aventureira que já existiu.
Todos os anos de
responsabilidade de Quentin se vão em uma noite: invade domicílios, arromba
fechaduras, se vinga de diversas pessoas, invade o Sea World...
Na verdade, Quentin espera que
no dia seguinte Margo converse com ele, o que ela não vinha fazendo desde que
eram crianças. Quentin imagina um mundo onde Margo Roth Spiegelman esteja
presente, sendo sua amiga leal ou, como ele mais deseja, sua namorada.
O que ninguém espera é que Margo
Roth Spiegelman, a garota encrenqueira que todos amam, desapareça misteriosamente,
deixando apenas algumas pistas que sugerem sua localização. Teria Margo se
matado? Teria sido sequestrada? Ou teria apenas fugido para longe das “cidades
de papel” que ela tanto
odiava?
Não se
sabe. Mas todas as pistas apontam um único fato: apenas QUENTIN JACOBSEN será
capaz de encontrar Margo Roth Spiegelman, mesmo que para isso os pais de
Quentin tenham que dar adeus ao sucesso profissional que alegam ter por criar
um filho tão perfeito e responsável... Mas, se tem uma coisa que vale a pena, é
encontrar Margo Roth Spiegelman.