Resenha: Divergente - Veronica Roth


Após tantas guerras e disputas capazes de arrasar a Terra, as pessoas enfim perceberam que precisavam de uma nova organização de vida: um novo sistema, que permitisse que as pessoas vivessem agrupadas de acordo com seus ideais. Assim foram criadas as cinco facções da nova Chicago:


                        .Os que achavam o altruísmo e a bondade importantes se uniram à Abnegação;

.Os que prezavam principalmente a sinceridade se uniram à Franqueza;

.Os que acreditavam que o conhecimento era o princípio mais importante se uniram à Erudição;

.Aqueles que apoiavam o companheirismo incondicional se uniram na Amizade;

.E os corajosos, que encaravam o destemor como uma filosofia de vida, formaram então a Audácia.

Mas tem alguns, no entanto, que não podem pertencer simplesmente a uma só facção. São pessoas que nasceram para serem contrárias a esse sistema: pessoas que não se moldam a um único princípio, que são imunes às simulações criadas para forçar a mente. Tris Pior é assim.

Tris Prior é Divergente.

Qualquer pessoa que ameace o sistema precisa ser eliminada, e Tris não pode, de forma alguma, dar pistas sobre o que realmente é. Afinal, se – hipoteticamente – as facções quisessem controlar umas às outras através de simulações, os Divergentes seriam imunes.

Na Abnegação Tris esteve segura e nunca precisou se arriscar por coisa alguma, mas vai ter que aprender logo a sobreviver na facção dos destemidos. Se você não aprende sobreviver na Audácia, a Audácia mata você. E se souberem que você é Divergente te matam mais rápido ainda.



“-[...] Eu estava tentando fazer você se lembrar de que, se você fracassasse, outra pessoa teria que tomar seu lugar.

-Por quê? – pergunto.

-Porque você é da Abnegação. – diz ele – e é exatamente nos momentos em que você está agindo de maneira altruísta que você é mais corajosa.”
[trecho]
Com personagens diferentes e um universo totalmente novo, Veronica Roth criou uma trama quase tão envolvente quanto Jogos Vorazes (digo “quase” porque até hoje não li nenhuma ficção que chegasse aos pés de JV):  Divergente começa com o pé direito e tem tudo para ocupar um lugar especial no coração dos leitores.
[Shailene Woodley como Tris em cena do filme homônimo] 

Beatrice Prior foi criada na facção altruísta, aquela em que as pessoas são ensinadas a se esquecerem de si mesmas e prezarem o bem-estar dos outros. Os membros da Abnegação são inofensivos, prestativos, e nada inclinados à violência.
Por isso é um baita contraste a menina quietinha e entediada resolver abandonar a facção em que foi criada e se unir à Audácia, que é basicamente o oposto: ali só sobrevivem os mais fortes. Você vem sempre em primeiro lugar.
Tris se adapta bem fácil. Acho que foi isso que me atraiu a atenção: assim como Katniss, Tris sabe os momentos certos de se ter sangue-frio.
O que me agradou bastante no livro foi que tudo é muito balanceado: a quantidade certa de dureza, emotividade, romance e ação.
Quanto à parte da dureza: nada na Audácia são flores num jardim. Tudo é desenvolvido para te testar ao limite, te forçar a extremos e descobrir o quão corajoso você pode ser.
Quanto à parte da emotividade: Tris se vê longe de tudo e todos, tendo que enfrentar seus maiores medos sem ajuda de ninguém. Longe dos pais, pela primeira vez, longe de Caleb, seu irmão e companheiro, longe da facção que sempre a acolheu e tratou bem, ser forte é o que resta.
Quanto à parte da ação: tanto quanto os testes psicológicos, tem também os testes físicos e - melhor ainda - as cenas de ação que não fazem parte de teste nenhum. É só ação do tipo: corre senão morre. E isso é fenomenal.
E o romance foi um dos mais diferentes que eu já vi. Quatro - instrutor durão da Audácia - é quase sempre frio e inalcançável, embora diante da coragem de Tris ele mostre um outro lado: ainda frio, mas, de uma forma geral, definitivamente alcançável.


[Tris e Quatro]


A adaptação cinematográfica de Divergente será lançada dia 21 de Março nos cinemas Norte-Americanos, e já se tem grandes expectativas ao redor do filme. Pelos trailers e teasers lançados até o momento, a adaptação promete fidelidade ao livro e muita ação.

Agora é só esperar pelo lançamento!


[cena do filme]


Espero que tenham gostado...

5 comentários:

  1. Esse surpreendentemente não é um livro pelo qual tenho muuito interesse, a história parece interessante, mas não me prendeu.
    Gostei bastante da resenha!
    E estou curiosa com o filme ^^
    Beijoos!
    http://btocadoslivrom.blogspot.com.br

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  2. Oiie!
    Adorei a resenha.
    Não tinha visto nenhuma delas até o momento e confesso que fiquei um pouco interessada. Provavelmente não irei lê-lo porque não faz o meu estilo. Mas só o tempo para saber de verdade.
    Sua resenha ficou muito boa!!!!!

    Beijos,
    Marcela.
    ocantinholiterario.blogspot.com

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  3. Oiee!
    Sabe, eu não curo muito distopias, mas confesso que esse livro despertou minha curiosidade.
    Também estou ansioso pelo filme, quero muito assistir! *-*
    Beijos
    http://leiturasdoedu.blogspot.com

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  4. Oi Carol tudo belê?
    Adorei sua resenha ficou incrivelmente perfeita e bem escritas, uma das melhores que eu já vi, sério!!
    Já li o livro, estou lendo Insurgente e sabe, estou preferindo o primeiro até agora.
    Espero que goste de dos outros volumes!!
    Beijos
    -MarcoS

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  5. Oi adorei sua resenha...mas vc já leu o livro reverso escrito pelo autor Darlei... se trata de um livro arrebatador...ele coloca em cheque os maiores dogmas religiosos de todos os tempos.....e ainda inverte de forma brutal as teorias cientificas usando dilemas fantásticos..acesse o link..www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?nitem..

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